ANDANÇAS

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Bem-vindos ao nosso cantinho! 🌍✈️📚 Este blog nasce da vontade de unir dois grandes prazeres: viajar pelo mundo e aprender português . Aq...

Mota del Cuervo

 

Uma das atividades que mais gosto e aprecio é viajar.

A vida é feita de pequenas viagens, algumas mais bonitas, curtas, longas, próximas, distantes...

Neste fim de semana, viajei para uma cidade em Castilla-La Mancha chamada Mota del Cuervo. Tive a sorte de ir com uma amiga e o marido dela, que são de lá.

Vivenciar a experiência com seu povo, vivenciar todos os pontos turísticos típicos, aprender sobre seus costumes, gastronomia, palavras características e lugares lindos foi a recompensa. Fiquei muito animada porque tem a rota de Dom Quixote e Sancho Pança, a foto típica dos moinhos de vento, lugares cheios de história e belas paisagens. Vale a pena ir, além de ser perto, a comida é deliciosa e as pessoas são muito amigáveis.

Me deram chouriços, ensopado, pão caseiro da cidade e muito carinho.

Me diverti muito!


Viageira: Sylvia 

Badajoz

 

Nem sempre é preciso planejar grandes viagens para viver boas experiências. Às vezes, basta aproveitar uma oportunidade, fazer as malas e seguir rumo. Foi assim que cheguei a Badajoz, uma cidade  próxima da fronteira com Portugal, que me deu dias repletos de história, paisagens e uma gastronomia deliciosa.

Cheguei numa manhã de sábado do mes de novembro,  com bastante vontade de explorar. Minha primeira parada foi na Alcazaba de Badajoz, uma antiga fortaleza de origem muçulmana, localizada em uma parte alta da cidade. Caminhar por suas muralhas, observar o rio Guadiana lá de cima e imaginar tudo o que já aconteceu por ali foi uma das experiências mais marcantes da viagem.


Logo depois, segui para a Plaza Alta, um espaço muito bonito, com fachadas coloridas e arcadas elegantes. É o tipo de lugar onde dá vontade de parar por alguns minutos e apenas observar o ritmo da cidade. Há algo de muito autêntico na forma como o cotidiano acontece ali, com moradores passando, conversando, crianças brincando.

Depois de caminhar bastante, veio a melhor parte: a hora de comer. A gastronomia em Badajoz foi uma grata surpresa. Em muitos bares, as tapas acompanham a bebida, como cortesia, o que torna a experiência ainda mais interessante.

Provei algumas especialidades locais, como jamón ibérico, tortilla de batatas, morcilla  e queijos da região. Tudo muito bem preparado, servido em ambientes acolhedores, com um atendimento simpático. Comer em Badajoz é, sem dúvida, parte essencial da viagem.


No segundo dia, comecei com uma caminhada tranquila pela margem do rio Guadiana. O trajeto é agradável, silencioso e ideal para observar a paisagem com calma. Em seguida, visitei a Puerta de Palmas, uma antiga porta de entrada da cidade, que é um dos seus principais cartões-postais.

Também tive tempo para conhecer a Catedral de San Juan Bautista, que me chamou atenção por sua arquitetura robusta, quase como se fosse uma fortaleza. É um espaço silencioso e bonito, que transmite uma sensação de solidez e paz.

Para encerrar a viagem, parei para um café na Plaza de San Francisco, um lugar simpático e tranquilo. Fiquei ali por um tempo, apenas aproveitando o ambiente e refletindo sobre como foi bom ter escolhido Badajoz para esses dois dias de descanso e descoberta.

Se você busca um lugar autêntico, com charme e sem o agito das grandes cidades, Badajoz é uma excelente escolha para uma viagem curta, mas cheia de significado.


Viageira: LAURA

Cantábria

 


Na Páscoa nós fomos para Cantábria, uma região que eu adoro pelo seu clima, as suas paisagens, a
amabilidade dos seus habitantes e sua gastronomia. Nós começamos nossa viagem em Puente Viesgo, visitando a caverna do Castelo, que tem uma das maiores representações de arte rupestre da Europa. Ali você pode encontrar não só desenhos de animais, mas também uma parede cheia de mãos, um caminho de pontos que se estende e bifurca por vários metros, assim como todo tipo de formas geométricas. Alguns destes desenhos têm uma antiguidade de mais de 40.000 anos. Perto dela está a caverna das Moedas, que está cheia de desenhos de animais. É recomendável reservar a visita antecipadamente pela web. Puente Viesgo é conhecida por seu hotel balneário. Nós comemos no restaurante “La Unión”, que tem um menu diário muito variado por 20 euros, inclusive nos fins de semana.

De ali nós fomos para Suances, onde estivemos alojados perto da praia. É uma cidade costeira muito
tranquila para estar com crianças, tem uma praia muito grande e muitas lojas e restaurantes. Eu recomendo a confeitaria Abascal, onde eles preparam doces típicos diariamente, como queixadas ou sobaos normais, com pepitas de chocolate ou com mirtilos. Para comer o restaurante Amita tem cardápio diário por 20 euros, assim como o melhor cachopo que eu provei. Nesta zona eu recomendo duas praias para banho e para trilha: a Praia de Santa Justa, que tem uma ermida construída na rocha, e a Praia de Oyambre, que está numa reserva natural e tem quilômetros para percorrer quando a maré está baixa. Esta última praia é famosa porque o primeiro avião que cruzou a Atlântico de oeste a leste teve que aterrizar ali.


Da capital Santander gostei principalmente da península da Madalena, que é um parque muito bonito para passear. Está rodeado pelo mar, com as montanhas que estavam nevadas ao fundo. É possível pegar um trem turístico até o mais alto do parque, onde você encontra o Palácio da Madalena, considerado como o edifício mais emblemático de Santander. Foi a residência de verão dos reis Alfonso XIII e Victoria Eugenia e atualmente é a sede da Universidade Menéndez Pelayo. É possível visitar o palácio e também organizar ali eventos ou conferências. No parque também há várias piscinas com focas e pinguins e o museu do homem e o mar ao ar livre. A zona antiga de Santander é muito pequena e se pode visitar num dia. Com crianças eu sugiro pegar o elevador gratuito do Centro Botín para desfrutar das vistas e dar uma risada com o seu som. Nós comemos no restaurante Peña Candil, especializado em pratos feitos com arroz e peixes grelhados.

Outro lugar muito bonito é Santillana do Mar, uma cidade medieval que mantem as estruturas antigas
e cheia de lojas. Eu aconselho visitar o Palácio de Velarde, que usa vídeos e hologramas para contar a história da cidade e dos donos do palácio. Santillana também tem um jardim zoológico, assim como o Museu de Altamira, onde entre outras coisas você pode ver uma reprodução da famosa caverna pré-histórica, que está protegida e não pode ser visitada.


Perto da cidade de Cabezón do Sal se encontra o maior bosque de sequoias da Europa. É um passeio bonito e fácil para fazer com crianças. A cidade de Cabezón tem una reprodução dum povoado cântabro, mas nada mais interessante que ver.



Assim mesmo é aconselhável visitar Comillas. Destacam o Capricho de Gaudí
construído pelo artista como a sua  residência de verão, o Palácio de Sobrellano ou o campus da universidade pontifica de Comillas, onde eu recomendo a visita guiada do prédio.


É agradável dar uma volta por San Vicente da Barquera, uma cidade de pescadores com castelo e uma zona antiga  muito bonita. Ali comemos no restaurante “El recreo de Sanvi”, que tem menu diário e comida caseira muito gostosa. San Vicente é conhecida por ser o lugar de nascimento do cantor David Bustamante.

De volta para Madrid paramos em Ojo Guareña, uma das maiores estruturas cársicas da Europa. É preciso reservar antecipadamente para participar numa das duas visitas disponíveis: um percorrido de 4 horas para conhecer parte dos mais de 100 quilômetros de cavernas acessíveis, e outro percorrido mais curto de 400 metros pela entrada das cavernas que termina na famosa ermida construída na rocha. A ermida está cheia de desenhos coloridos que contam a vida do santo Bernabé e os milagres que ele fez.

Eu estou desejando voltar a Cantábria para visitar outros lugares como a caverna do Soplao, Potes, Liérganes, Bárcena Maior, Ajo, Noja, Isla, Cabárceno...

Os pratos cântabros típicos são o cozido montanhês (com feijão e similar à “fabada”), o cozido lebaniego (com grão de bico e similar ao cozido de Madrid), o cachopo ou a carne de vaca tudanca. Os doces típicos são a queisada, os sobaos, as gravatas de Unquera ou o bolo de queijo.

 


Viageira: MARTA