ANDANÇAS

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Bem-vindos ao nosso cantinho! 🌍✈️📚 Este blog nasce da vontade de unir dois grandes prazeres: viajar pelo mundo e aprender português . Aq...

Tenerife

 

Trilhando em Tenerife

Tenerife é a maior das oito Ilhas Canarias de origem vulcânica, que pertencem ao território espanhol ainda que estejam no oceano Atlântico na frente da África. A geografia de Tenerife muda muito de norte ao sul: o norte caracteriza-se por ser chuvoso, verde, montanhoso e selvagem, enquanto o sul é mais ensolarado e está cheio de praias e no meio destaca o Teide, o pico mais alto da Espanha.

Se você gosta das trilhas pela alta montanha na zona central da ilha está o parque nacional do Teide, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco. Deve o seu nome ao Teide, o vulcão dormido que com 3.718 metros se cubre de neve no inverno.

Para fazer trilhas no parque do Teide, assim como em outras muitas zonas da ilha, é imprescindível solicitar licença já que são espaços protegidos. Com este permisso você pode chegar inclusive até o cume do Teide, sempre que você cumpra outros dois requisitos adicionais. O primeiro é estar em boa forma física, já que esta montanha tem muito desnível. E o segundo é ir bem equipado para a alta montanha. Lembre-se que é o ponto mais alto da Espanha e é importante ir bem protegido inclusive no verão, não só com roupas apropriadas, mas também com creme solar. Saiba que o acesso não estará permitido para pessoas com chinelos, shorts ou blusa regata.

Você pode subir a pé desde Montanha Branca em um percorrido de 5-7 horas e 1.400 metros de desnível. Ou também é possível pegar o teleférico até a metade da montanha, a Rambleta, e continuar a pé durante quase uma hora até a cratera. Para o teleférico também é necessário reservar antecipadamente e quadrando a hora da licença da trilha com a hora do teleférico. Considere que o funcionamento do teleférico está sujeito às condições meteorológicas e pode fechar-se por causa da neve e o vento. Outro fator importante a valorar é o tráfego, que ultimamente é intenso nesta zona de estradas estreitas de montanha e quase não há lugares para estacionar, assim que eu recomendo chegar com tempo de sobra.



No parque nacional você também pode visitar os Roques de Garcia, umas formações rochosas muito singulares das quais destaca o Roque Cinchado que antigamente estava representado nos bilhetes de 1.000 pesetas com o Teide ao fundo. Para este percorrido curto não é necessário solicitar licença.

Para mais informações sobre as licenças pode consultar as seguintes páginas web:

https://www.tenerifeon.es/

https://www.reservasparquesnacionales.es/real/parquesnac/usu/html/previo-inicio-reserva-oapn.aspx?cen=2&act=%201

Outra zona protegida que eu gosto especialmente no nordeste da ilha é o parque rural de Anaga, que está declarado reserva da biosfera. Esta região montanhosa é muito verde e tem uma vegetação nativa muito peculiar: a laurisilva. Trata-se duma espécie fóssil de 40 milhões de anos que forma uma selva húmida de troncos retorcidos e cheia de musgo. É uma zona protegida para aves, assim como o lar de quase uma centena de espécie únicas de invertebrados no mundo. Você pode ir a pé, a cavalo, de bicicleta ou percorrer a costa de kayak. Lembre-se que algumas zonas de Anaga estão protegidas e é necessário pedir licença para percorre-las. É recomendável levar creme solar, casaco ou capa de chuva porque o clima pode mudar rapidamente, calçado esportivo e inclusive roupa de banho já que alguns caminhos terminam em praias. Para mais informação consulte: https://reservabiosfera.tenerife.es/

Personas caminando en un bosque

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Se você gosta da aventura no oeste eu recomendo visitar a garganta de Masca, uma zona muito bonita de montanhas verdes e estradas serpenteantes, ainda que também de difícil acesso pelas muitas e fechadas curvas para chegar de carro. Há várias trilhas de uns 5 quilômetros que terminam numa praia virgem, mas são trilhas muito exigentes pelo desnível e o terreno escarpado. Desde ali você pode pegar um barco de volta até Os Gigantes, e percorrer a costa mais facilmente pelo mar. É recomendável ir com guia pela dificuldade do caminho, que é muito rochoso e não esqueça que para isso é imprescindível chegar de transporte público desde Santiago del Teide. Informe-se em: https://www.caminobarrancodemasca.com/es/actividades/reservar/reserva-tu-visita-al-camino-de-masca/



Por último, perto de Garachico em direção oeste eu gostaria de recomendar a zona de falésias que vai ao longo da costa e tem piscinas naturais muito bonitas como o Charco Los Chochos ou o Charco Don Gabino.

 Viageira Marta

 

 

O Castanhal de El Tiemblo

 

O Castanhal de El Tiemblo

Se você mora em Madri ou seus redores e quer desfrutar de um plano na natureza no outono eu recomendo visitar o castanhal de El Tiemblo.

El Tiemblo é uma cidadezinha de Ávila que está mais ou menos a 1h30 da capital. Está situada na reserva natural do vale de Iruelas em Ávila e é conhecida principalmente por seus castanheiros milenários. Um dos exemplares mais antigos é conhecido como o Avô (abuelo), com mais de 500 anos. É justo detrás dele, em direção ao rio, está um dos meus castanheiros preferidos porque ele tem forma de elefante.

Un árbol en un bosque

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As árvores mais velhas estão protegidas com cercas para evitar que as pessoas subam a elas. No Avô você pode ler o seguinte cartaz: “Não subam a mim... Eu sou muito velho, centenário... eu gostaria de viver muitos anos mais. Obrigado...O Avô”.

Un bosque con arboles

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Ainda que se pode visitar durante todo o ano, no outono a paisagem se torna especialmente bonita com as cores típicas da época: marrons, vermelhas, verdes e ocres. Nesta época você encontrará muitas castanhas no chão, ainda que você deva saber que não está permitido recolher na reserva natural. Além de ser silvestres e de baixa qualidade para o consumo humano, elas são um alimento fundamental para os animais da zona.

Há várias rotas disponíveis, mas eu recomendo começar pela vereda circular de pouco mais de 4 quilômetros que percorre o castanhal. É fácil, ideal para famílias e permite conhecer os exemplares mais velhos. Você pode levar os seus cachorros sempre que eles estejam atados. Lembre-se que está numa reserva natural com animais selvagens, além das vacas que passeiam soltas pela zona.

Un bosque con arboles

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É importante saber que, para proteger o espaço, durante o outono o acesso ao castanhal está controlado. Sobretudo de sexta a domingo e os feriados é recomendável reservar o acesso pela web. A entrada a pé é gratuita, ainda que até o castanhal desde a cidade de El Tiemblo há um caminho de 8 quilômetros. Se quer ir de carro ou ônibus você tem que pagar um ingresso por meio de transporte e por pessoa. Para mais informações ou reservas recomendo consultar a página oficial https://castanar.eltiemblo.es/

Perto de El Tiemblo você também pode visitar a barragem de El Burguillo dentro da reserva natural. Ali é possível tomar banho no verão e praticar esportes aquáticos durante todo o ano. Eu recomendo comer no restaurante Las Cruceras, especialmente o “cachopo” e a torta feita com queijo da zona. Nesta zona você encontrará opções de alojamento rural e um camping.


Viageira Marta

Lago rodeado de árboles

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Hondarribia

 

Hondarribia

Hondarribia, ou Fuenterrabia em espanhol, é a localidade mais ao nordeste da Espanha, justo na fronteira com a França na desembocadura do rio Bidasoa.

Fundada no ano de 1203, Hondarribia está rodeada de uma muralha medieval, que está muito bem conservada. Dentro da muralha é possível passear pela cidade antiga, com suas ruas empedradas e suas casas com varandas de madeira. É possível acessar por duas entradas principais: a porta de São Nikolas e a porta de Santa Maria. A porta de São Nikolas tem uma ponte levadiça que tem sido reconstruída recentemente para salvar a altura entre a porta e o fosso. A porta de Santa María também tinha ponte levadiça, postos de guarda e até uma capela, ainda que só se mantêm em pé um arco simples com o escudo da cidade. Na sua frente destaca a escultura do “Hatxero”, que representa um soldado da época.



Hondarriba tem várias praças importantes como a Praça Gipuzkoa, a Praça do Bispo ou a Praça das Armas. Nesta última está o Castelo de Carlos V, uma fortaleza construída sobre os restos de um castelo medieval localizado no ponto mais alto do centro histórico da cidade. Mais tarde foi reformada pelos Reis Católicos e posteriormente ampliada durante o reinado de Carlos V. Atualmente é um hotel onde hospedar-se ou comer no seu restaurante.

Perto dele está a igreja de Nossa Senhora da Assunção e da Macieira, de estilo gótico e construída sobre os restos da antiga muralha no centro da cidade antiga.

Hondarribia é uma localidade de tradição pesqueira, como se pode ver no bairro da Marina, uma das zonas mais animadas da cidade, atualmente cheia de lojas, restaurantes e casas de diferentes cores. Os melhores restaurantes estão na rua de pedestres de São Pedro. Desde o passeio marítimo você poderão desfrutar de uma bonita vista do rio Bidasoa e da cidade francesa de Hendaya.  

La Marina - Portu Auzoa | Hondarribia Irun Turismo

Uma curiosidade, sobretudo para os visitantes de Madrid, é que Hondarribia tem uma escultura do urso e do medronheiro, como símbolo da união histórica entre ambas cidades que se ajudaram em momentos difíceis de invasões.

A praia de Hondarribia é de águas tranquilas e areia fina e tem serviço de socorristas, vestuários, banheiros, chuveiros e diversões para as crianças. Alí é possível praticar esportes náuticos e até mergulho. A rodovia que bordeia a praia chega até o porto novo e se pode continuar até o cabo Higuer e o castelo de São Telmo, que no passado esteve habitado por piratas e templários.

Em Hondarriba está o aeroporto de San Sebastián, ainda que tenha pouco tráfego aéreo. Desde o alto da cidade antiga é possível ver como os aviões aterrizam e despegam na curta pista que está paralela a desembocadura do rio.

Hondarriba está rodeada de natureza: o rio, o mar, o monte Jaizkibel com o santuário de Guadalupe. Para mais informações sobre a zona eu recomendo ler o meu post sobre Pasajes: clica aqui
Viageira Marta

Bruxelas

 


Em setembro estive em Bruxelas, uma cidade em que morei já há muitos anos e que tenho visitado com frequência. Mas esta visita não foi escolhida nem planejada.


Todos os anos bloqueio um fim de semana de três dias (sexta-feira a domingo) com uma amiga e fazemos uma “viagem surpresa”. Não é que a viagem seja uma surpresa para nós 😉 é que não escolhemos o destino. Escolhemos a data e reservamos voos e hotel por meio duma empresa na internet. Dois ou três dias antes da viagem a empresa nos encaminha as informações e o DESTINO.

Não sei muito bem por que ou se é coisa dum sexto sentido, mas este ano brincamos com a possibilidade de que a viagem fosse a Bruxelas. E acho que inclusive gostei dessa ideia de visitar novamente a capital belga.

Por suposto minha amiga falou que, já que eu tinha morado lá, a organização da viagem era minha. Mas minha organização se restringiu a fazer todo o possível para almoçar croquetes de crevettes e moules-frites num restaurante de Saint Catherine do que eu gosto muito. O resto da visita ia ser caminhar pela cidade e tomar cervejas para mantermos hidratadas.



Bruxelas é uma cidade na que, se você gosta da cerveja, pode tomar sem repetir a marca. Mas tem de ter em conta que há cervejas de alta graduação pelo que não é muito conveniente tomar mais de quatro cervejas se logo você quer exercer de bom turista.


Ao final as duas decidimos ficar em Bruxelas na sexta e domingo, e visitar Brujas e Gante no sábado. A viagem foi ótima: a zona europeia, onde ficava o hotel, o parque do Cinquentenario, a Grand Place, Saint Catherine, a Place du Grand Sablon, o palácio real, a place de Luxemburgo são lugares de obrigada visita em Bruxelas.






Formiga Viageira



Peñafiel

 

Peñafiel

Peñafiel é uma bonita cidade de Valladolid, que foi considerada como uma fortaleza inexpugnável e fiel, de aí seu nome “penha fiel” ou “rocha fiel”. Don Juan Manuel, sobrinho do rei Alfonso X o Sábio e conhecido por escrever o “Livro do Conde Lucanor”, entre outras obras, foi senhor da vila no século XIV.

Peñafiel tem duas atrações turísticas principais: o castelo e a praça de touros. A praça de touros foi criada no período medieval para festejar eventos taurinos e continua com esta função atualmente. Está rodeada de casas de madeira, adobe e pedra com varandas desde onde ver os espetáculos, principalmente nas festas de Nossa Senhora e São Roque. Nesta praça está o ponto de informações turísticas.

O castelo foi construído no século X como ponto estratégico para a defensa do rio Douro. É conhecido como o “navio de Castilla” porque tem forma de barco. Está muito bem conservado porque por sua localização no alto da colina nunca sofreu um ataque forte. Atualmente é a sede do museu do vinho, que se pode visitar junto com o castelo quando você compra o ingresso de visita guiada.

Vista de una ciudad desde lo alto de un edificio

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Outros lugares que conhecer na cidade são a Igreja de São Pablo, a Torre do Relógio, assim como várias adegas como Protos, já que está região da ribeira do rio Douro em geral é conhecida pela produção de vinho tinto com denominação de origem “Ribera de Duero”.  Assim que, além de Protos, ao redor de Peñafiel você tem a possibilidade de fazer numerosas rotas para desfrutar dos vinhos da zona. Se você é amante do vinho eu recomendo reservar para fazer uma degustação numa dessas adegas, e para comer eu recomendo o restaurante Curioso.

A 20 minutos de Peñafiel está o Mosteiro de Santa María de Valbuena, na cidadezinha de São Bernardo e rodeado de vinhedos. Este mosteiro foi recentemente reformado como hotel de 5 estrelas com spa, e se você pode se hospedar ali ao menos uma noite é um lugar muito recomendável. 



Normalmente a reserva de hotel inclui acesso quase ilimitado ao spa e o café da manhã. As piscinas têm águas termais e é possível fazer tratamentos como massagens relaxantes ou terapêuticos de pago. O hotel tem 3 restaurantes, uma horta para abastecer aos restaurantes com produtos locais, um vinhedo próprio onde eles produzem o vinho Converso, e um galinheiro com galinhas castelhanas que estão em perigo de extinção. É possível passear pela ribeira do rio Douro ou pelos vinhedos, ou visitar o próprio mosteiro que pertence a fundação das idades do homem. A visita tem um custo de entre 3-4 euros com audioguia desde o seu celular e é muito recomendável ainda que você não esteja hospedado no hotel.



Albânia

 

No mês do setembro saí com minha sobrinha com destino a Tirana na Albânia desde Valencia. Eu estive 4 dias percorrendo a Riviera Albanesa e no último dia eu visitei a capital do país Tirana.


A Riviera Albanesa é um destino muito bonito e perto da Espanha com muitas opções de alojamento com bom servicio e frente ao mar. As ofertas gastronômicas são variadas e a um bom preço. As praias são de água cristalina e areia branca com uma temperatura muito agradável.

Na Rivera Albanesa há muitas atividades turísticas, passeios de barco e atividades náuticas, restaurantes com piscina e música durante todo o dia. Pela noite muitos lugares com música e propostas de karaokê e discotecas.

Tirana e uma cidade que mistura modernidade e tradição, tem algum edifício moderno e outros mais antigos. Me chamou a atenção a loucura do trânsito, as pessoas cruzando na rua por qualquer lugar sem prestar atenção ao semáforo. Não é uma cidade especialmente limpa porque se vê com pouco cuidado em algumas zonas que poderia estar melhor.

Em resumo a Albânia é um destino recomendável para as pessoas que desfrutam das praias, bom clima, porque tem lugares paradisíacos e é um país muito barato.




Viageira Sylvia

Zumaia

 

Zumaia

 


Zumaia é uma cidade costeira da província de Guipúzcoa a 30 km ao oeste de San Sebastián. É conhecia por filmes como “Jogo de Tronos” ou “Oito sobrenomes bascos”. Eu recomendo visitar a parte antiga, com a igreja de São Pedro e a praça da fonte de São João ou passear pela beira do rio Urola. Além disso, Zumaia tem 3 pequenas praias: Santiago, Santiyo e Itzurun. No alto da praia de Itzurun está a ermita de São Telmo, com belas vistas dos acantilados e do flysch com a maré baixa. Desde a ermita parte uma trilha muito bonita que chega até Deba e permite conhecer melhor o geoparque da costa basca. 
Este geoparque percorre 13 quilômetros de acantilados entre Zumaia, Deba e Mutriku. Está declarado patrimônio da humanidade já que é um caso único no mundo que permite fazer uma viagem ininterrupta de 60 milhões de anos pela história da terra. Através das capas do flysch e da geologia é possível estudar o que aconteceu no nosso planeta desde 110 milhões de anos até uns 50 milhões de anos. Algumas das capas mais importantes refletem momentos chaves, como a queda de um meteorito como mostram os restos de irídio, um mineral muito abundante no espaço, mas não na terra. Esta capa coincide com o período de extinção dos dinossauros, o que corrobora a teoria de sua desaparição pelo impacto de um grande asteroide. Outra das mais importantes capas reflete a inversão dos polos magnéticos.

Un grupo de personas en una montaña con vista al agua

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Eu recomendo conhecer o geoparque, já seja pelo mar ou caminhando, preferivelmente com ajuda dos guias locais que explicam com detalhe a história de este lugar único. Pelo mar existem várias rotas de diferentes distâncias que saem de Zumaia ou Deba. Pela terra é importante ter em conta as marés, já que o maior perigo da zona é você ficar encurralado numa zona rochosa e ter que ser resgatado com helicóptero. Mas conhecendo as marés e com a ajuda dos guias vale a pena poder ver restos fósseis de milhões de anos de antiguidade que descansam neste lugar único.

Outras cidades que visitar entre Zumaia e San Sebastián são Getaria, Orio ou Zarautz.


Viageira Marta


Parque dos Lençóis Maranhenses

 

Eu gostaria de compartilhar com vocês, a viagem que eu fiz no ano passado, 2024, no mês de Junho, com amigos pelo Brasil. Minha viagem começou em São Paulo, meus amigos chegaram uma sexta pela manhã da Espanha, e pela tarde nós fomos para o aeroporto internacional de Guarulhos e demoramos duas horas e meia para chegar por causa do trânsito. O trânsito na cidade de São Paulo e horrível e se viaja tem que ter em conta que para chegar aos aeroportos de Guarulhos ou Congonhas, pode demorar muitas horas. 

Na sexta pela noite nós pegamos um voo de São Paulo para a cidade de São Luis, na região do Maranhão, no nordeste do Brasil; o voo tem uma duração de 3 horas e 15 minutos, mais por causa de um atraso, nós chegamos no sábado as 3:15 da madrugada, uma hora mais tarde. Na chegada a São Luis, pegamos as bagagens e depois fomos para um hotel para dormir 3 horas porque as 6:30 da manhã despertamos as 7:00 pegamos um ônibus para a cidade de Barreirinhas. A viagem em ônibus tem uma duração de 5 horas e meia por causa da rodovia, que em muitas áreas estava alagada, com uma parada de 15 minutos. O ônibus era muito velho, mas foi muito autêntico porque nós fomos os únicos turistas.

A chegada a cidade de Barreirinhas, nós  almoçamos num restaurante perto do rio, muito autêntico e com comida nordestina. Depois do almoço nós pegamos uma barca pelo rio Preguiça e demoramos 2 horas e meia até a cidade de Atins. O trânsito pelo rio foi muito bonito porque nos pudemos ver muita natureza e muitas aves também.

Para chegar na cidade de Atins não foi fácil porque a barca chegou a uma área que fica fora da cidade e depois foi preciso pegar um carro 4x4 para chegar ao hotel. A cidadezinha de Atins é muito autêntica e muito bonita porque não tem as ruas tradicionais, são todas de areia, com casas pequenas. Atins e a cidade que fica na foz do rio Preguiça e como e muito perto do mar, e como e uma região que tem muito vento, você pode praticar kitesurf.

A praia de Atins é 100% natural e ainda há quiosques velhos e modernos e pode encontrar bons restaurantes. Nos quiosques você pode pegar uma cerveja mais para pagar tem que ser com dinheiro ou com pix. O pix no Brasil é muito parecido a nosso bizum da Espanha, mas ali você pode pagar também nas lojas, restaurantes etc.

A tarde na praia de Atins nós vimos pessoas fazendo Kait surf e nos banhamos e fomos nadando para uma ilha pequena perto da praia.  

No dia seguinte, as 9 da manhã, o motorista chegou ao nosso hotel com uns quadriciclos para fazer o passeio dentro do Parque dos Lençóis Maranhenses. Neste parque tem uma entrada no final da cidade de Atins. A primeira parada que nós fizemos foi numa cachoeira pequena onde nos banhamos por 30 minutos.

Vista de la playa

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Depois pela manhã nós fizemos um grande passeio pelo parque fazendo paradas em muitas lagoas. As lagoas do parque são todas de água doce já que é água de chuva e muitas tem lírios de água na temporada de chuvas.

No meio-dia nós fizemos uma parada na casa de uma família local onde nos almoçamos. O almoço foi típico com produtos da região, com arroz, galinha etc. Depois pela tarde continuamos nosso passeio pelo parque fazendo mais paradas en outras lagoas. O passeio terminou num restaurante com uma lagoa onde nós vimos o entardecer.

Una playa con el mar de fondo

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Depois disto a nossa viagem continuou pelo Brasil, fomos para muitos mais lugares, mas o parque dos Lençóis Maranhenses foi o lugar mais maravilhoso onde nós estivemos. Dias depois de nossa viagem, o parque  foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO.

 

Viageiro Polo

Pasajes

 

Pasajes

 

Além de San Sebastián, Gipuzkoa tem outras cidades que vale a pena conhecer. Uma grande desconhecida é Pasajes, ou Pasaia em euskera, situada entre San Sebastián e Hondarribia. De origem principalmente industrial, esta localidade é hoje uma das cidadezinhas mais bonitas da região na minha opinião.

No seu porto natural na desembocadura do rio Oyarzun se podem ver grandes barcos com autos ou mercadorias que viajam entre Espanha e muitos lugares do mundo. Pasajes está formada por quatro bairros: Antxo, Trintxerpe, São Pedro e Donibane ou São João, ainda que os dois últimos sejam os mais bonitos e turísticos.

No bairro de São Pedro você pode visitar principalmente a igreja de São Pedro e o museu Albaola. Este museu-escola está dedicado ao mar e a cultura pesqueira do povo basco. Ali tanto os visitantes como os aprendizes que ali se formam podem conhecer os diferentes métodos usados para a construção de barcos: desde pequenas “txalupas” até uma réplica da Nau São João, um antigo baleeiro do século XVI que navegava até Terranova para pescar baleias e que finalmente afundou na costa de Canadá em 1565. O objetivo de projeto é reconstruir a nau e devolvê-la ao mar. Se você gosta das trilhas há um bonito e empinado passeio até o farol da Prata. São Pedro foi conhecida como a “quinta província galega” ou a “pequena Portugal” no século XX, já que se dedicava a pesca do bacalhau e ali até viajavam portugueses e galegos para trabalhar na limpeza deste peixe.

Para passar de São Pedro a São João você pode pegar a “motora”, um pequeno barco que de forma contínua cruza de uma beira a outra do rio. São João ou Donibane é o bairro mais turístico, com casas típicas de pescadores de diferentes cores, ruas estreitas de pedra, a praça de Santiago na beira da bahía e a antiga prefeitura. O posto de informações turísticas está situado na entrada do bairro.

Una caricatura de una casa

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Na casa onde morou Victor Hugo em 1843 você pode visitar a exposição “Victor Hugo, uma viagem na memória” em lembrança da estadia do escritor na cidade e ler fragmentos dos textos que ele escreveu lá.

Entre as construções religiosas destacam a igreja de San Juan Bautista de estilo barroco, a basílica do Santo Cristo ou a ermida de Santa Ana no alto de Donibane e ao lado do albergue de peregrinos, que passam por ali como parte do caminho de Santiago.

Eu recomendo banhar-se na praia de Alabortza de águas cristalinas, ou passear até a desembocadura do rio, onde os amantes da escalada normalmente praticam este esporte, ainda que o final do caminho não é de fácil acesso. Você também encontrará trilhas pelo monte Jaizkibel, que chega até Hondarribia.

Una roca en el agua

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Os restaurantes mais famosos para comer peixe grelhado em Donibane são Yola Berri e Ziaboga.

Cada dois anos no mês de maio se festeja em Pasajes o festival do mar ou “Itsas Festibala”. Este evento internacional reúne barcos tracionais de madeira de todo o mundo que navegam pela bahía. Sei que no ano de 2026 serão o próximo festival. Também é possível pegar um barco turístico para percorrer a costa desde San Sebastián até Pasajes.



Para terminar e como eu mencionei o monte Jaizkibel, eu gostaria dar umas dicas na zona. Para os mais aventureiros está o vale de Labetxu, onde o mar tem desenhado curiosas formas rochosas de múltiplas cores, ainda que esta seja uma das trilhas mais difíceis na zona pela falta de sinalização. A ermita de Guadalupe, no alto do monte, tem umas magnificas vistas a Hondarribia, o rio Bidasao e a fronteira com França. Este santuário do século XVI está dedicado à padroeira de Hondarribia com uma imagem da virgem negra. Perto dela está o fortim que comemora a vitória contra as tropas francesas, assim como os torreões de Jaizkibel. Com bom tempo é muito agradável tomar algo na Kantina de Jaizkibel e se você quer comer muito bem eu recomendo o restaurante Patxikuenea Erretegia em Lezo.

Una montaña con vista al mar

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 Viageira Marta

San Sebastián

 

San Sebastián

 

San Sebastián é a capital da província de Guipúzcoa e uma das minhas cidades preferidas. Tem quase 190.000 habitantes e seu nome em euskera é Donostia ou Donosti. A Bahia da Concha é um lugar incrível para desfrutar do entardecer, com três praias banhadas pelo mar cantábrico: a praia de Ondarreta, a praia da Concha e a praia da Zurriola.

Imagen que contiene exterior, bicicleta, hecho de madera, lado

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Ondarreta é a menor delas e com a maré alta quase desaparece. Está ao pé do monte Igueldo, onde você pode subir de funicular até o parque de diversões com a montanha-russa de aço em funcionamento mais antiga do mundo. Ainda que este parque seja muito pequeno, tem diversões com magníficas vistas à Bahía da Concha. O passeio marítimo entre o monte Igueldo e Ondarreta leva até a famosa escultura de Chillida “o Pente dos Ventos”, assim como até a estrutura de buracos no chão que com a maré alta ou com o mar agitado permite a saída de ar o da água do mar como se fosse uma fonte. Nesta zona eu recomendo comer na Mila Milanesa, com milanesas sem glúten, saladas ou burgers muito gostosas, ou no restaurante TrikuHarri se você prefere pratos mais típicos.

 

A pequena formação rochosa conhecida como “o bico do louro” separa Ondarreta da Concha, ainda que com maré-baixa você pode caminhar de uma praia à outra. No alto está o Palácio Miramar, construído a final do século XIX por ordem da rainha Maria Cristina como sua residência de verão. Atualmente é possível organizar eventos ali ou simplesmente passear pelos jardins e desfrutar das vistas da Bahía.

 

A Concha é a maior das três praias de San Sebastián, ainda que com a maré alta também fica muito reduzida. A sua frente está a ilha de Santa Clara que você pode visitar de barco desde o porto. Para mim é o melhor lugar para ver os fogos de artificio durante a Semana Grande de San Sebastián celebrada na segunda semana de agosto. No meio da praia está “La Perla” (a pérola), um balneário de mais de cem anos onde você pode desfrutar do seu spa, sua academia ou seu café com vistas ao mar. O passeio marítimo da Concha é um lugar inesquecível para passear perto do mar, com suas casas senhoriais e suas inconfundíveis grades. Na parte central estão os dois relógios que marcam o ponto típico de encontro na Bahía.

A praia da Concha termina nos jardins de Alderli Eder, que estão na frente da Prefeitura e comunicam com o porto marítimo, o monte Urgull e a entrada à zona antiga. No porto você pode passear, pegar barcos turísticos ou comer em restaurantes, como o restaurante Igueldo que tem muitos pratos sem glúten. A um extremo do porto está o Aquário e ao outro o museu São Telmo. Eu recomendo percorrer o Monte Urgull, que está cheio de surpresas, como o cemitério inglês, a fortaleza militar, o castelo da Mota, o Sagrado Coração e numerosos pontos de observação.

Vista de una playa

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 A zona antiga está formada por ruas estreitas cheias de lojas e restaurantes para provar os típicos pintxos. Destaca “La Viña” com sua deliciosa torta de queijo, ainda que eu prefira suas tortillas, a sorveteria Carlos Arribas com 1 sol Repsol ou os sanduíches de Juantxo, ainda que eu prefira o Bar Giroki justo a seu lado. Escondida neste labirinto de ruas aparece a basílica de Nossa Senhora do Coro, com a Catedral do Bom Pastor justo na sua frente, onde atualmente é possível desfrutar de um espetáculo de luz e som previa reserva.

Gente caminando enfrente de un edificio

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A desembocadura do rio Urumea separa a Concha da Zurriola, a praia preferida pelos surfistas. Esta praia é conhecida pelas perigosas correntes, mas você pode nadar ali sem problema se você segue os conselhos dos socorristas e respeita as zonas reservadas para a prática do surf. A Zurriola está no Gros, o bairro preferido pelos “donostiarras” para comer ou tomar um drinque. Eu recomendo a Tortilleria, a Bodega Donostiarra ou a Txuleteria.

 

Passear pela beira do rio Urumea, tomar um café no hotel Maria Cristina, onde se hospedam as celebridades internacionais que participam no festival de cinema da Concha, assistir a um show no Kursaal ou conhecer o parque de Cristina Enea com seus pavões são outros dos muitos planos que você pode fazer em San Sebastián.

 

Nas quintas é típico ir de Pintxopote, que consiste em tomar uma bebida e um pintxo por só 3,5 euros nos bares que participam neste costume. Cada bar tem seu pintxo típico e você pode encontrar opções muito variadas em San Sebastián e seus arredores. A bebida típica da zona é a sidra feita com maças.




Viageira Marta

Bilbao

 

Bilbao

A cidade de Bilbao é muito moderna e agradável para passear. O mais conhecido é o Museu Guggenheim de arte moderna, que vale a pena visitar pelo menos uma vez na vida. Na frente do museu está o famoso Puppy, um enorme cachorro feito de flores, e na parte posterior está a famosa aranha de quase 9 metros de altura com 10 ovos na sua barriga.  

Imagen que contiene exterior, frente, oso, calle

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O que eu mais gosto é passear pela beira da ria, assim como pela zona antiga da cidade conhecida como as sete ruas. Ali está a catedral gótica de Santiago, a igreja de São Antón ou a praça nova, um dos muitos lugares para desfrutar dos típicos pintxos bascos. Eu gosto especialmente do Sorgintzulo, Gure Toki ou Ahoan se você precisa de pintxos sem glúten. O meu preferido é a torta de queijo do Gure Toki. Perto da zona histórica está a praça de Miguel de Unamuno dedicada ao famoso escritor nascido na cidade, onde começam os 213 degraus que levam até outra das construções mais famosas: a basílica de Nossa Senhora de Begoña. Este edifício gótico foi construído no alto da cidade no lugar onde segundo a lenda se apareceu a virgem no século XVI. 

O mercado da ribeira é um dos maiores mercados da Espanha, que eu recomendo visitar para ver a grande variedade de produtos frescos da zona, como queijos, carnes ou peixes. E perto dele está o belo teatro Arriaga.

Você pode passear pela zona comercial da Gran Vía ou pela praça Moyúa com seus edifícios senhoriais. Se você quer uma vista panorâmica da cidade pode ir ao ponto de observação de Artxanda de carro ou de funicular. Ou se você prefere pode navegar pela ria num barco turístico.

Desde Bilbao eu recomendo ir até San Juan de Gaztelugatxe, conhecido entre outras coisas pela série Jogo de Tronos. Esta ilha está conectada com a costa por uma ponte de pedra e está coroada por uma ermida dedicada a São João. Ainda que não tem custo é preciso reservar por internet para fazer a trilha até a ermita. Eu recomendo levar água e calçado confortável porque a trilha é longa e intensa e se precisa duma boa forma física. Senão eu recomendo fazer a foto desde um dos pontos de observação próximos. Perto de ali está o farol de Machichaco, um lugar perfeito para desfrutar do atardecer.

Outras cidades costeiras perto de Bilbao que vale a pena visitar são Mundaka, Lekeitio, Bermeo ou Bakio.

Além dos pintxos eu recomendo o HdH (fome de burgers), um pequeno restaurante para comer as melhores burgers, especialmente a burguer de umami. Só é possível comer ali previa reserva.





Viageira Marta

Vizcaya

 

Vizcaya

No verão nós fomos percorrer a costa de Vizcaya. Estivemos hospedados em Portugalete, perto de Bilbao, onde está a famosa ponte de Vizcaya, que foi a primeira ponte transbordador de estrutura metálica do mundo. Foi construída no século XIX para unir as duas beiras da ria de Bilbao. Ainda é possível cruzar a ria na estrutura inferior acessível para pessoas por só 55 cêntimos, assim como para carros, motos ou bicicletas. Também se pode visitar a passarela superior por 10 euros para desfrutar de todos os detalhes desta impressionante construção, assim como das vistas da ria. Eu recomendo passear pela zona antiga de Portugalete e pela beira do outro lado com os bairros de Getxo, Neguri e Algorta e suas grandes casas senhoriais. Nesta zona há várias praias como As Areias, Ereaga ou Arrigunaga, ainda que eu não confio em nadar nas águas da ria que tem muito tráfego de grandes barcos.

Un puente arriba de un barco en el agua

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A maioria dos habitantes de Bilbao tem casa nas praias de Cantábria, por exemplo em Laredo ou Castro Urdiales. Nós fomos conhecer Castro Urdiales, ainda que pessoalmente não gostei muito porque a areia era muito gorda e incómoda para passear e o mar era perigoso com muita corrente.

As minhas praias favoritas de Vizcaya são Laga e Laida na reserva da biosfera do Urdaibai. Este estuário é uma zona de especial proteção para as aves e tem vestígios de ter sido habitado na pré-história como se pode ver na caverna de Santimamiñe. Com a maré alta você pode desfrutar do mar, mas como a maré baixa você pode caminhar por quilômetros. Esta zona é perfeita se você gosta de desfrutar da natureza. Eu recomendo comer no Baserri Maitea para apreciar produtos da terra de muita qualidade. Um baserri é uma construção típica do País Vasco ou Navarra feita de madeira e usada antigamente para a vida do campo, com espaço para o gado, o grão e a família. Atualmente os baserris estão reformados como casas particulares ou restaurantes.

Vista de lago con montañas al fondo

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Este lugar está muito perto da famosa cidade de Gernika, que eu também recomendo visitar pela sua importância histórica. Gernika-Luno é mundialmente conhecida pelo quadro de Picasso que representa a destruição da cidade durante a guerra civil espanhola pela unidade aérea alemã. Nesta cidade se reuniam as assembleias gerais de Vizcaya debaixo do roble conhecido como a árvore de Gernika. Previa reserva de visita guiada ainda é possível visitar a Assembleia atual com sua árvore que continua simbolizando a liberdade de Vizcaya, ainda que não seja o roble centenário original. Também recomendo visitar os abrigos antiaéreos, o museu da paz, o parque dos povos de Europa ou a reprodução do quadro de Picasso.

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Outra praia muito bonita é a Sopelana, onde com a maré baixa se pode ver o flysch típico da zona. Um flysch é uma formação rochosa sedimentar que alterna capas que refletem as mudanças geológicas na terra. Também recomendo três praias que estão todas juntas: Plenzia, Astondo e Gorlitz. Ali as águas são muito mais tranquilas e você tem brinquedos aquáticos para as crianças. Eu recomendo provar as “rabas de chipis” ou lulas em qualquer restaurante da zona, por exemplo no Bar Uturgitxi. E mais perto da ria de Bilbao você tem a praia da Areia.

Viageira Marta